
Dois mil e dezessete. Século XXI. Era da
modernidade. Será mesmo? Falar da desconstrução dos padrões é de suma
importância, ainda mais numa sociedade retrógada e moralista na qual fazemos
parte. Mas afinal, o que é desconstrução dos padrões num âmbito em geral? E por
que há pessoas intolerantes quanto às diferenças?
De forma
simples e direta, desconstruir significa desfazer o que está construído. Padrão
tem o conceito de algo a ser seguido como regra, logo, desconstruir padrões é o
ato de destruir o que está enraizado. Mas não é uma “simples raiz”, é a raiz do
preconceito, do extremismo, da intolerância, do não aceitar o que é diferente
perante a sociedade, da opressão, do querer calar as minorias (sendo que no
contexto matemático, é maioria). Há pessoas intolerantes quanto às diferenças
por diversos fatores, dentre eles o principal é o extremismo na religião que
propaga e diz o que é certo, mesmo que esse “certo” seja prejudicial ao
próximo. O machismo também é a escória de mais triste quando se trata de
intolerância.
O Brasil
é o país que mais mata lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis no
mundo. É o país que não aceita casais homo afetivos adotarem, mas é o mesmo
país que abandona mais de oitenta mil crianças todos os anos. É o país que tem
a maior mistura de raças, sendo a maioria negra e mesmo assim ainda existem
genocídio e apartheid social. É o país que diz que o lugar da mulher negra e de
cabelo crespo na novela, é como empregada e não protagonista. É o país que tem
como suposto candidato à presidência da república um sujeito que discursa
alguns desses absurdos e outros muitos e infelizmente é aplaudido de pé.
Aos
poucos os padrões construídos durante anos vêm sendo quebrados, porém é apenas
um engatilho. Os movimentos ativistas são importantes para saber que a minoria
tem voz e vez sim. Mas apesar disso, é importante nos policiarmos e termos
convicção que ser intolerante, além de fazer mal ao próximo, estará nos fazendo
mal também. Desconstrua-se.

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