1 de junho de 2017

QUESTIONANDO: Alma pra quê?

Alma pra quê?
Qual é a primeira coisa que você pensa quando ouve a palavra “alma”? Para muitos, as palavras tem poder. Um peso individual, e cada uma o expressa de maneira diferente. A alma (ou espírito) pode ter diversos significados, mas a grande parte destes é originada de crenças e dogmas ao redor do mundo. Mas, se a alma realmente existe, qual a sua utilidade?
A “alma” citada aqui não terá ligação com nenhuma religião específica, uma vez que será utilizada somente a definição de que a alma é algo etéreo, que componha o ser, algo não material e, principalmente, o imortal ou transcendental. É claro, partindo do pressuposto que ela existe. Afinal, a finalidade deste texto, antes de tudo, é propor um debate amigável com a apresentação de fatos e questionamentos. Aqueles que se sentirem no direito de confrontar as ideias aqui mostradas, sintam-se livres!


Clique em mais informações para ter acesso ao conteúdo completo



A alma é vida?

Em várias culturas e em diversas sociedades, as pessoas atribuem a alma como sendo a razão de nós, seres humanos, estarmos vivos. É claro, isso também pode se aplicar a outros animais ao nosso redor, por menores que sejam. Porém, o que nós somos? Uma alma única?
Graças aos avanços científicos do ultimo século, temos a plena consciência de que em nosso corpo existem bilhões e bilhões de bactérias, glóbulos, mitocôndrias, etc. Cada um desses pequenos seres se movimenta, age e se comporta de maneiras distintas e separadas. E, basicamente, elas estão vivas. Portanto, sabendo disso, pode-se dizer que cada uma delas tem uma alma?
Você se considera um ser com uma alma ou um conjunto de trilhões de outras almas? Pois, sem elas, você sequer existiria. As células são o organismo base de todo o nosso sistema complexo de tecidos, ossos e órgãos. Ao falar que nós temos uma alma, estaríamos errados; somos a consequência de muitas delas.
Se a alma for vida, talvez então nenhum de nós tenha, de fato, uma alma. Na verdade, podemos até considerar que temos sim uma alma; mas ela não passa de um conglomerado de outras almas.  Porém, há também outra forma de ver a alma. Não como a vida em si, mas sim como a consciência.

A alma é consciência?
Em suma, quando um animal desmaia, ele perde a consciência; tal como nós. E, partindo deste fato, todos os seres que estiverem acordados e em estado potencial de alerta, prontos para agir e com a mente funcionando normalmente, estão em estado consciente. Mas, por se tratar de alma, a consciência adota outro significado para ela.
Para aqueles que definem a “alma” como sendo a consciência, não se é atribuído para ela o simples fato de estar acordado, desperto. Compreende-se a consciência como estar ciente de seus atos, tendo assim a capacidade de julgamento, de poder consentir as coisas, tomar decisões e agir conforme cada situação. Desta forma, apenas nós, seres humanos, teríamos consciência. E, por consequência, uma alma. Coincidentemente, muitas religiões se baseiam nesta definição. Porém há questões que não devem ser ignoradas.
Várias pesquisas buscaram a idade de quando a consciência se forma nos humanos. Segundo Vygostky, até os seus seis anos de idade, a criança ainda está desenvolvendo sua consciência, alcançando-a logo após este período. Então, sendo assim, as crianças dessa faixa etária não tem alma? Ou uma “meia alma”? Como seria, então, a relação com a consciência?
E, além disso, há outro ponto. Caso uma pessoa fique, por exemplo, em estado de coma, a mesma perderá a consciência. Ela estará em um estado de suspensão mental, onde o cérebro só trabalha para manter os órgãos funcionando (e em casos mais graves, isso sequer ocorre). Seria esse então um meio de “desligar” uma alma? Pois já que um indivíduo nessa situação se encontra inconsciente, ele, supostamente, perderia sua alma.
É claro, muitos discordariam. Há pessoas que poderiam explicar isso com a afirmação de que “Quando um indivíduo se encontra inconsciente, sua alma apenas perde a conexão com o corpo. Ela fica em uma suspensão astral, apenas esperando seu corpo original voltar à consciência”. Pois, se é este o caso, a alma não é nem vida e nem consciência; já que não depende de nenhum dos dois para existir. Será que a alma, então, poderia ter outro significado? Obviamente, existe ainda outra interpretação para ela.

A alma é índole?
Se a alma não é a vida e nem a consciência, ela certamente poderia ser a nossa índole, nossa individualidade. Pois, assim como as pessoas, a alma não seria somente racional ou emocional, e sim ambos juntos. A alma é aquilo que nos diferencia, e desde que nascemos ela nos acompanha, moldando nossa personalidade.
Porém, assim como já foi pesquisado, parte de nossos traços emocionais vem de nossos progenitores, os nossos pais. E, basicamente, nós temos maior chance de nos comportar como eles. Caso os pais de uma criança sejam muito sociáveis, por exemplo, a mesma poderá apresentar comportamentos idênticos. Mas, é claro, tudo depende de nossas experiências vivenciadas, assim também como o meio onde nós somos inseridos.
Mas qual a conexão disso com a alma? Bem, supondo que a alma é a índole, a nossa individualidade, há alguns casos que mostram algo decerto peculiar. O caso de Mac Fedge nos mostra exatamente isso. Após um acidente provocar a perca de parte de seu cérebro, Mac se mostrou uma pessoa completamente diferente. Ele passou de uma pessoa impulsiva e com iniciativa a uma pessoa passiva e com senso de humor infantil. Isso quer dizer que este indivíduo “trocou” de alma? Quando há um dano cerebral capaz de mudar sua índole, você “perderia” sua alma? Se, mesmo assim, a alma continua a existir sem ser afetada, então ela não poderia ser a índole.
 Conclusões
Mas se a alma não é vida, consciência ou índole, então, considerando sua existência como algo verossímil, qual a sua utilidade? Pois, caso nós perdêssemos estes três fatores, o que seria feito dela? Se nós não dependemos da alma para viver, pensar ou agir, podemos apenas questionar: Alma pra quê?
Dentre estas interpretações, sempre há um porém. Fatos como estes acabam por nos levar a nos perguntar qual é o motivo de existir uma alma, se é que ela existe. Dentre opiniões divergentes, tudo que se pode fazer é pensar a respeito. Afinal, o que é a vida, ou melhor, a alma, sem nos questionarmos?






Nenhum comentário:

Postar um comentário

Design por Amanda
Modificado por EMPX
[ voltar para o topo ]